{"id":1281,"date":"2026-04-06T15:00:13","date_gmt":"2026-04-06T18:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/liartecontemporanea.com\/?p=1281"},"modified":"2026-04-08T23:05:09","modified_gmt":"2026-04-09T02:05:09","slug":"477-anos-de-historia-homenageados-em-62-obras-de-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/liartecontemporanea.com\/index.php\/2026\/04\/06\/477-anos-de-historia-homenageados-em-62-obras-de-arte\/","title":{"rendered":"477 ANOS DE HIST\u00d3RIA HOMENAGEADOS EM 62 OBRAS DE ARTE"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde 1999, quando foi realizada a Exposi\u00e7\u00e3o ARTE &#8211; ARTE SALVADOR 450 ANOS, reunindo 50 artistas, que a Cidade do Salvador merecia uma representativa EXPOSI\u00c7\u00c3O COLETIVA DE ARTE contempor\u00e2nea em sua homenagem. Somos, pois, privilegiados em poder interagir com 62 obras de arte que evocam a hist\u00f3rica Cidade do Salvador, tamb\u00e9m reconhecida como Cidade da Bahia pelo povo interiorano que assim se referia \u00e0 sua capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Salvador \u00e9 a cidade das artes, da hist\u00f3ria, da cultura, da criatividade, das manifesta\u00e7\u00f5es populares, das miscigena\u00e7\u00f5es e sincretismos, da unicidade na pluralidade, que explode em cores, vibra\u00e7\u00f5es, plasticidades, interatividades e transgress\u00f5es, sendo palco de grandes movimentos art\u00edsticos, nas suas diversas linguagens, como a m\u00fasica, a dan\u00e7a, o teatro, o cinema, a fotografia e, em particular, as artes pl\u00e1sticas, focada nesta hist\u00f3rica exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos seus 477 anos de exist\u00eancia, a primeira capital do Brasil, fundada em 29 de mar\u00e7o de 1549, e primeira cidade do Brasil, elevada em 25 de fevereiro de 1551, atualmente madura o suficiente e jovem o necess\u00e1rio, se revela nos surpreendentes tra\u00e7os e formas destes 62 talentosos artistas, com suas novas cria\u00e7\u00f5es inspiradas na terra mater, ou adotiva, que tanto inspira quanto compromete e provoca, desafiando suas inesgot\u00e1veis criatividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascidos ou naturalizados baianos, de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, estes artistas, t\u00e3o plurais e diversos nas suas linguagens, regionalmente universais, expressaram-se em distintos suportes, materiais e t\u00e9cnicas, adotadas para homenagear Salvador, uma cidade onde os limites n\u00e3o encontram obst\u00e1culos para suas explos\u00f5es art\u00edsticas, ecoando como uma voz un\u00edssona na mente, no cora\u00e7\u00e3o e na alma do povo soteropolitano, com absoluta liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Suas artes se revestem de um simbolismo, subjetivo e de car\u00e1ter humano, individual e coletivo, como reflexo de uma viv\u00eancia imersiva na efervesc\u00eancia desta metr\u00f3pole que atravessa a sua hist\u00f3ria com muita personalidade, como nenhuma outra no mundo, no encontro de povos e culturas, de diversas ra\u00edzes e matrizes, que se mesclam, definem e redefinem, num apaixonante caldeir\u00e3o cultural, com criatividade, veracidade e autenticidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O segredo da vida se revela no di\u00e1logo entre o olhar e a palavra, que s\u00e3o condicionantes universais. A educa\u00e7\u00e3o do olhar educa o intelecto, o pensamento e a palavra, verdadeiro esteio para a educa\u00e7\u00e3o da vontade e da a\u00e7\u00e3o. Da\u00ed decorre a imagem, isto \u00e9, a postura e atitude. O olhar d\u00e1 forma pela imagem ao pensamento, \u00e0 linguagem e \u00e0 a\u00e7\u00e3o. O artista tem o olho sutil, \u00e9 aquele que v\u00ea e revela o invis\u00edvel pela arte e n\u00e3o se deixa seduzir pela palavra.<\/p>\n\n\n\n<p>O ciclo da vida nunca se fecha, mas se renova com a cont\u00ednua educa\u00e7\u00e3o do olhar, que a arte \u00e9 capaz de realizar. A arte chega a nos possuir, colocando-nos diante de uma presen\u00e7a, de uma dimens\u00e3o educadora e transformadora, subjetiva e determinante. Olhar e palavra comp\u00f5em a estrutura b\u00e1sica do ser humano, a sua inteireza, definidora da sua postura e atitudes, que constroem a sua complexa imagem identit\u00e1ria, resultando na educa\u00e7\u00e3o da vontade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta EXPOSI\u00c7\u00c3O COLETIVA DE ARTE \u00e9 como uma linda colcha de retalhos, que a curadoria de Chico Mazzoni e Angela Petitinga teceu com singular maestria, reunindo os artistas para compor um expressivo conjunto, e possibilitando a sua expressiva costura. Cit\u00e1-los todos o cat\u00e1logo j\u00e1 o fez, e apreci\u00e1-los e interpret\u00e1-los individualmente e coletivamente, tendo em vista a bela exposi\u00e7\u00e3o que se segue, compete ao olhar de cada sens\u00edvel observador.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, evoc\u00e1-los em conjunto faz-se necess\u00e1rio para registrar a riqueza panor\u00e2mica constru\u00edda a partir de talentos individuais, que se complementam em harmoniosos contrastes com multiplicidade que o tema induz e conduz, e que se renova a cada gera\u00e7\u00e3o, marcando o seu territ\u00f3rio lingu\u00edstico temporal com personal\u00edssima autenticidade. A arte \u00e9, pois, a criativa linguagem universal do di\u00e1logo para a vida, que n\u00e3o se deixa seduzir pelas palavras.<\/p>\n\n\n\n<p>A homenagem ao mestre Caryb\u00e9 \u00e9 fruto do grande reconhecimento \u00e0 obra do imortal int\u00e9rprete da cultura baiana, que debru\u00e7ou um apaixonado olhar pela nossa terra, em tudo que ela expressa de mais original e belo, imortalizando-a em diversas linguagens art\u00edsticas, jamais alcan\u00e7adas com tanta riqueza e expressividade. O olhar de quem vem de fora, quando atingido pela fascinante descoberta do novo, revela surpreendentes cen\u00e1rios do cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra considera\u00e7\u00e3o pertinente, \u00e9 o fato do Museu da Miseric\u00f3rdia acolher esta exposi\u00e7\u00e3o, sendo a Santa Casa a mais antiga institui\u00e7\u00e3o, juntamente com a C\u00e2mara Municipal, na Cidade do Salvador, ambas aqui instaladas para a sua funda\u00e7\u00e3o, e que atualmente abriga este grandioso espa\u00e7o museol\u00f3gico e cultural, restaurado para preservar a sua mem\u00f3ria institucional e abrigar eventos como este, que a enobrecem e engrandecem a Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contemplarmos esta panor\u00e2mica EXPOSI\u00c7\u00c3O COLETIVA DE ARTE, que educa o nosso olhar para m\u00faltiplas vis\u00f5es da nossa terra, educamos a nossa postura, na busca de voc\u00e1bulos para traduzir aquilo que a alma e o cora\u00e7\u00e3o captam e a mente interpreta em palavras. Educando o nosso olhar para e pela arte, d\u00e1-se uma sintonia perfeita entre o observador e a arte que, num di\u00e1logo imersivo, se fundem como numa catarse, saber ver \u00e9 uma arte!<\/p>\n\n\n\n<p>Chico Senna<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">477 ANOS DA CIDADE DA BAHIA<\/h3>\n\n\n\n<p>Surpreende-nos a capacidade de renova\u00e7\u00e3o de Salvador &#8211; a velha Cidade da Bahia, S\u00e3o Salvador da Ba\u00eda de Todos os Santos. Ela sempre se reinventa quando os prop\u00f3sitos s\u00e3o verdadeiros, sobretudo quando se trata de arte contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o coletiva MOSTRA 477 &#8211; 477 ANOS DA CIDADE DA BAHIA, instalada na sala de exposi\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas do Museu da Miseric\u00f3rdia, \u00e9 uma das provas vivas desta renova\u00e7\u00e3o. Nela o novo se apresenta como horizonte. As janelas que se abrem sobre a Ba\u00eda de Todos os Santos nos sinalizam o quanto a cidade inteira torna-se, ela pr\u00f3pria, mat\u00e9ria est\u00e9tica &#8211; um corpo antigo que insiste em pulsar o futuro, inspirando incessantemente o movimento da arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o inaugural, 62 artistas baianos ou naturalizados baianos ocupam o espa\u00e7o para afirmar que a contemporaneidade \u00e9 um territ\u00f3rio que j\u00e1 nos pertence. A mostra re\u00fane 51 obras bidimensionais em linguagens e t\u00e9cnicas que ousam sem pedir licen\u00e7a, desde o desenho, a pintura, a fotografia e a joalheria, at\u00e9 as artes digitais e outros h\u00edbridos &#8211; al\u00e9m de 11 esculturas em metal, madeira, cer\u00e2mica e poliuretano. Entre elas, uma que utiliza o Raku, milenar t\u00e9cnica japonesa de emendar peda\u00e7os de cer\u00e2mica com ouro verdadeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a proposta da mostra foi lan\u00e7ada, em novembro de 2025, a ades\u00e3o dos artistas foi imediata, intensa e renovadora. N\u00e3o apenas pela pot\u00eancia criativa do grupo, mas tamb\u00e9m porque a Salvador de hoje, depois de um longo hiato de aus\u00eancias e car\u00eancias, estava faminta de arte que a celebrasse sem nostalgia e a representasse como ela merece.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o aval dos artistas, a curadoria presta ainda&nbsp;<strong>tributo ao mestre Caryb\u00e9<\/strong>&nbsp;expondo duas de suas obras que se integram \u00e0 nossa mostra, evocando sua devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Cidade da Bahia e sua imers\u00e3o sagrada como ob\u00e1 de Xang\u00f4, iniciado no Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1. Nele a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e a for\u00e7a ancestral, mais que em qualquer outro, se encontram para louvar e bendizer a nossa terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esta exposi\u00e7\u00e3o, na verdade, n\u00e3o se encerra em si. Ela se pretende semente a partir da qual os passos dados hoje tornar-se-\u00e3o caminho cont\u00ednuo, encontro marcado, celebra\u00e7\u00e3o que retorna. Por isso desejamos que a cada ano, no anivers\u00e1rio da cidade, ela e a arte voltem a se encontrar num espa\u00e7o como este &#8211; reafirmando a renova\u00e7\u00e3o e a reinven\u00e7\u00e3o, t\u00e3o sinalizadoras da contemporaneidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal Salvador j\u00e1 n\u00e3o se define mais pela sua idade, mas por sua capacidade infinita de recome\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois que seja sempre nova. Sempre contempor\u00e2nea. Sempre a Cidade da Bahia. E que retome o carinho aos seus artistas, como sempre acontecia!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Chico Mazzoni e Angela Petitinga.<\/strong>&nbsp;Curadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado originalmente em: <a href=\"https:\/\/expoart.com.br\/mostra-477\/\">https:\/\/expoart.com.br\/mostra-477\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1999, quando foi realizada a Exposi\u00e7\u00e3o ARTE &#8211; ARTE SALVADOR 450 ANOS, reunindo 50 artistas, que a Cidade do Salvador merecia uma representativa EXPOSI\u00c7\u00c3O COLETIVA DE ARTE contempor\u00e2nea em sua homenagem. Somos, pois, privilegiados em poder interagir com 62 obras de arte que evocam a hist\u00f3rica Cidade do Salvador, tamb\u00e9m reconhecida como Cidade da Bahia pelo povo interiorano que assim se referia \u00e0 sua capital. Salvador \u00e9 a cidade das artes, da hist\u00f3ria, da cultura, da criatividade, das manifesta\u00e7\u00f5es populares, das miscigena\u00e7\u00f5es e sincretismos, da unicidade na pluralidade, que explode em cores, vibra\u00e7\u00f5es, plasticidades, interatividades e transgress\u00f5es, sendo palco de grandes movimentos art\u00edsticos, nas suas diversas linguagens, como a m\u00fasica, a dan\u00e7a, o teatro, o cinema, a fotografia e, em particular, as artes pl\u00e1sticas, focada nesta hist\u00f3rica exposi\u00e7\u00e3o. Nos seus 477 anos de exist\u00eancia, a primeira capital do Brasil, fundada em 29 de mar\u00e7o de 1549, e primeira cidade do Brasil, elevada em 25 de fevereiro de 1551, atualmente madura o suficiente e jovem o necess\u00e1rio, se revela nos surpreendentes tra\u00e7os e formas destes 62 talentosos artistas, com suas novas cria\u00e7\u00f5es inspiradas na terra mater, ou adotiva, que tanto inspira quanto compromete e provoca, desafiando suas inesgot\u00e1veis criatividades. Nascidos ou naturalizados baianos, de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, estes artistas, t\u00e3o plurais e diversos nas suas linguagens, regionalmente universais, expressaram-se em distintos suportes, materiais e t\u00e9cnicas, adotadas para homenagear Salvador, uma cidade onde os limites n\u00e3o encontram obst\u00e1culos para suas explos\u00f5es art\u00edsticas, ecoando como uma voz un\u00edssona na mente, no cora\u00e7\u00e3o e na alma do povo soteropolitano, com absoluta liberdade de express\u00e3o. Suas artes se revestem de um simbolismo, subjetivo e de car\u00e1ter humano, individual e coletivo, como reflexo de uma viv\u00eancia imersiva na efervesc\u00eancia desta metr\u00f3pole que atravessa a sua hist\u00f3ria com muita personalidade, como nenhuma outra no mundo, no encontro de povos e culturas, de diversas ra\u00edzes e matrizes, que se mesclam, definem e redefinem, num apaixonante caldeir\u00e3o cultural, com criatividade, veracidade e autenticidade. O segredo da vida se revela no di\u00e1logo entre o olhar e a palavra, que s\u00e3o condicionantes universais. A educa\u00e7\u00e3o do olhar educa o intelecto, o pensamento e a palavra, verdadeiro esteio para a educa\u00e7\u00e3o da vontade e da a\u00e7\u00e3o. Da\u00ed decorre a imagem, isto \u00e9, a postura e atitude. O olhar d\u00e1 forma pela imagem ao pensamento, \u00e0 linguagem e \u00e0 a\u00e7\u00e3o. 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Cit\u00e1-los todos o cat\u00e1logo j\u00e1 o fez, e apreci\u00e1-los e interpret\u00e1-los individualmente e coletivamente, tendo em vista a bela exposi\u00e7\u00e3o que se segue, compete ao olhar de cada sens\u00edvel observador. Por\u00e9m, evoc\u00e1-los em conjunto faz-se necess\u00e1rio para registrar a riqueza panor\u00e2mica constru\u00edda a partir de talentos individuais, que se complementam em harmoniosos contrastes com multiplicidade que o tema induz e conduz, e que se renova a cada gera\u00e7\u00e3o, marcando o seu territ\u00f3rio lingu\u00edstico temporal com personal\u00edssima autenticidade. A arte \u00e9, pois, a criativa linguagem universal do di\u00e1logo para a vida, que n\u00e3o se deixa seduzir pelas palavras. A homenagem ao mestre Caryb\u00e9 \u00e9 fruto do grande reconhecimento \u00e0 obra do imortal int\u00e9rprete da cultura baiana, que debru\u00e7ou um apaixonado olhar pela nossa terra, em tudo que ela expressa de mais original e belo, imortalizando-a em diversas linguagens art\u00edsticas, jamais alcan\u00e7adas com tanta riqueza e expressividade. O olhar de quem vem de fora, quando atingido pela fascinante descoberta do novo, revela surpreendentes cen\u00e1rios do cotidiano. Outra considera\u00e7\u00e3o pertinente, \u00e9 o fato do Museu da Miseric\u00f3rdia acolher esta exposi\u00e7\u00e3o, sendo a Santa Casa a mais antiga institui\u00e7\u00e3o, juntamente com a C\u00e2mara Municipal, na Cidade do Salvador, ambas aqui instaladas para a sua funda\u00e7\u00e3o, e que atualmente abriga este grandioso espa\u00e7o museol\u00f3gico e cultural, restaurado para preservar a sua mem\u00f3ria institucional e abrigar eventos como este, que a enobrecem e engrandecem a Bahia. Ao contemplarmos esta panor\u00e2mica EXPOSI\u00c7\u00c3O COLETIVA DE ARTE, que educa o nosso olhar para m\u00faltiplas vis\u00f5es da nossa terra, educamos a nossa postura, na busca de voc\u00e1bulos para traduzir aquilo que a alma e o cora\u00e7\u00e3o captam e a mente interpreta em palavras. Educando o nosso olhar para e pela arte, d\u00e1-se uma sintonia perfeita entre o observador e a arte que, num di\u00e1logo imersivo, se fundem como numa catarse, saber ver \u00e9 uma arte! Chico Senna 477 ANOS DA CIDADE DA BAHIA Surpreende-nos a capacidade de renova\u00e7\u00e3o de Salvador &#8211; a velha Cidade da Bahia, S\u00e3o Salvador da Ba\u00eda de Todos os Santos. Ela sempre se reinventa quando os prop\u00f3sitos s\u00e3o verdadeiros, sobretudo quando se trata de arte contempor\u00e2nea. A exposi\u00e7\u00e3o coletiva MOSTRA 477 &#8211; 477 ANOS DA CIDADE DA BAHIA, instalada na sala de exposi\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas do Museu da Miseric\u00f3rdia, \u00e9 uma das provas vivas desta renova\u00e7\u00e3o. Nela o novo se apresenta como horizonte. As janelas que se abrem sobre a Ba\u00eda de Todos os Santos nos sinalizam o quanto a cidade inteira torna-se, ela pr\u00f3pria, mat\u00e9ria est\u00e9tica &#8211; um corpo antigo que insiste em pulsar o futuro, inspirando incessantemente o movimento da arte. Nesta edi\u00e7\u00e3o inaugural, 62 artistas baianos ou naturalizados baianos ocupam o espa\u00e7o para afirmar que a contemporaneidade \u00e9 um territ\u00f3rio que j\u00e1 nos pertence. 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