{"id":1263,"date":"2026-03-11T15:00:00","date_gmt":"2026-03-11T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/liartecontemporanea.com\/?p=1263"},"modified":"2026-03-21T12:32:40","modified_gmt":"2026-03-21T15:32:40","slug":"performance-de-lilian-morais-denuncia-feminicidio-e-misoginia-durante-mobilizacoes-do-8-de-marco-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/liartecontemporanea.com\/index.php\/2026\/03\/11\/performance-de-lilian-morais-denuncia-feminicidio-e-misoginia-durante-mobilizacoes-do-8-de-marco-em-salvador\/","title":{"rendered":"Performance de Lilian Morais denuncia feminic\u00eddio e misoginia durante mobiliza\u00e7\u00f5es do 8 de Mar\u00e7o em Salvador"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1263\" class=\"elementor elementor-1263\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-767f47bc elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no\" data-id=\"767f47bc\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2c89207e\" data-id=\"2c89207e\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4373a713 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4373a713\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p>\n<p>\u00a0A interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica percorreu a caminhada na Orla da Barra e emocionou manifestantes ao denunciar a viol\u00eancia contra mulheres no Brasil.<\/p>\n<p><div class=\"wp-block-image\"><\/p>\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" class=\"wp-image-1264\" src=\"http:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.03-2-683x1024.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.03-2-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.03-2-200x300.jpeg 200w, https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.03-2.jpeg 720w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/figure>\n<p><\/div><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A artista visual Lilian Morais realizou uma performance de forte impacto social durante a caminhada do 8 de mar\u00e7o, na Orla da Barra, em Salvador. A a\u00e7\u00e3o integrou as mobiliza\u00e7\u00f5es do Dia Internacional da Mulher e chamou aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico ao denunciar o avan\u00e7o da misoginia e o alto n\u00famero de feminic\u00eddios no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o deu continuidade a uma performance iniciada dias antes, na segunda-feira de Carnaval, durante a tradicional Mudan\u00e7a do Garcia. Intitulada \u201cCriminaliza\u00e7\u00e3o da Misoginia e Pris\u00e3o Perp\u00e9tua para o Feminic\u00eddio\u201d, a a\u00e7\u00e3o acompanhou todo o percurso da caminhada, transformando o corpo da artista em um manifesto pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Durante o trajeto, a performance provocou forte rea\u00e7\u00e3o entre as participantes. Muitas mulheres se emocionaram, algumas choraram e outras expressaram indigna\u00e7\u00e3o diante da dimens\u00e3o da viol\u00eancia de g\u00eanero no Brasil.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1267 alignleft\" src=\"http:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-3-200x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-3-200x300.jpeg 200w, https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-3-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-3.jpeg 720w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/> <img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1268 alignleft\" src=\"http:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-200x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-200x300.jpeg 200w, https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04.jpeg 720w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<p>Segundo Lilian Morais, a proposta da interven\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar o debate p\u00fablico e pressionar os tr\u00eas poderes da Rep\u00fablica \u2014 Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio \u2014 por mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o brasileira. Entre as reivindica\u00e7\u00f5es apresentadas pela artista est\u00e3o a criminaliza\u00e7\u00e3o da misoginia e a aplica\u00e7\u00e3o da pena m\u00e1xima para o feminic\u00eddio, como resposta \u00e0 gravidade dos crimes contra mulheres.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A performance se apoia em dados que revelam a dimens\u00e3o da viol\u00eancia no pa\u00eds. De acordo com levantamentos do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, o Brasil registra mais de mil feminic\u00eddios por ano, o que significa que uma mulher \u00e9 assassinada por raz\u00f5es de g\u00eanero praticamente a cada poucas horas. Al\u00e9m disso, milhares de casos de agress\u00e3o, estupro e viol\u00eancia dom\u00e9stica s\u00e3o registrados anualmente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1266 aligncenter\" src=\"http:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-2-300x240.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-2-300x240.jpeg 300w, https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-2-1024x819.jpeg 1024w, https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-2-768x614.jpeg 768w, https:\/\/liartecontemporanea.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-09-at-09.07.04-2.jpeg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Outro dado que tem preocupado pesquisadoras e movimentos feministas est\u00e1 relacionado ao ambiente digital. Estudos e reportagens internacionais apontam que mais de 160 milh\u00f5es de pesquisas na internet j\u00e1 foram registradas com perguntas sobre como matar uma mulher sem deixar rastros, evidenciando a circula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados associados \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Para a artista, o crescimento de comunidades mis\u00f3ginas na internet, incluindo grupos associados \u00e0 chamada cultura \u201credpill\u201d, contribui para a dissemina\u00e7\u00e3o do \u00f3dio contra mulheres. Segundo ela, esses espa\u00e7os digitais frequentemente estimulam discursos violentos e naturalizam formas de agress\u00e3o.<br \/>\u201cA arte precisa reagir quando a sociedade naturaliza a viol\u00eancia\u201d, afirma Lilian Morais. \u201cA performance \u00e9 um pedido coletivo de socorro e tamb\u00e9m um chamado para que a sociedade enfrente esse problema de forma estrutural.\u201d<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica realizada nas ruas de Salvador refor\u00e7ou o car\u00e1ter pol\u00edtico do 8 de Mar\u00e7o, tradicionalmente marcado por atos p\u00fablicos, protestos e manifesta\u00e7\u00f5es culturais em defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres.<\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0A interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica percorreu a caminhada na Orla da Barra e emocionou manifestantes ao denunciar a viol\u00eancia contra mulheres no Brasil. \u00a0 A artista visual Lilian Morais realizou uma performance de forte impacto social durante a caminhada do 8 de mar\u00e7o, na Orla da Barra, em Salvador. A a\u00e7\u00e3o integrou as mobiliza\u00e7\u00f5es do Dia Internacional da Mulher e chamou aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico ao denunciar o avan\u00e7o da misoginia e o alto n\u00famero de feminic\u00eddios no pa\u00eds. A interven\u00e7\u00e3o deu continuidade a uma performance iniciada dias antes, na segunda-feira de Carnaval, durante a tradicional Mudan\u00e7a do Garcia. Intitulada \u201cCriminaliza\u00e7\u00e3o da Misoginia e Pris\u00e3o Perp\u00e9tua para o Feminic\u00eddio\u201d, a a\u00e7\u00e3o acompanhou todo o percurso da caminhada, transformando o corpo da artista em um manifesto pol\u00edtico. Durante o trajeto, a performance provocou forte rea\u00e7\u00e3o entre as participantes. Muitas mulheres se emocionaram, algumas choraram e outras expressaram indigna\u00e7\u00e3o diante da dimens\u00e3o da viol\u00eancia de g\u00eanero no Brasil. Segundo Lilian Morais, a proposta da interven\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar o debate p\u00fablico e pressionar os tr\u00eas poderes da Rep\u00fablica \u2014 Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio \u2014 por mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o brasileira. Entre as reivindica\u00e7\u00f5es apresentadas pela artista est\u00e3o a criminaliza\u00e7\u00e3o da misoginia e a aplica\u00e7\u00e3o da pena m\u00e1xima para o feminic\u00eddio, como resposta \u00e0 gravidade dos crimes contra mulheres. A performance se apoia em dados que revelam a dimens\u00e3o da viol\u00eancia no pa\u00eds. De acordo com levantamentos do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, o Brasil registra mais de mil feminic\u00eddios por ano, o que significa que uma mulher \u00e9 assassinada por raz\u00f5es de g\u00eanero praticamente a cada poucas horas. Al\u00e9m disso, milhares de casos de agress\u00e3o, estupro e viol\u00eancia dom\u00e9stica s\u00e3o registrados anualmente. Outro dado que tem preocupado pesquisadoras e movimentos feministas est\u00e1 relacionado ao ambiente digital. Estudos e reportagens internacionais apontam que mais de 160 milh\u00f5es de pesquisas na internet j\u00e1 foram registradas com perguntas sobre como matar uma mulher sem deixar rastros, evidenciando a circula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados associados \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero. Para a artista, o crescimento de comunidades mis\u00f3ginas na internet, incluindo grupos associados \u00e0 chamada cultura \u201credpill\u201d, contribui para a dissemina\u00e7\u00e3o do \u00f3dio contra mulheres. 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