{"id":1,"date":"2023-08-08T17:43:24","date_gmt":"2023-08-08T20:43:24","guid":{"rendered":"http:\/\/liartecontemporanea.com\/?p=1"},"modified":"2024-07-10T15:38:06","modified_gmt":"2024-07-10T18:38:06","slug":"ola-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/liartecontemporanea.com\/index.php\/2023\/08\/08\/ola-mundo\/","title":{"rendered":"A \u201cMorte do Autor\u201c"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1\" class=\"elementor elementor-1\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-60281d47 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"60281d47\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-552c321f\" data-id=\"552c321f\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9ece0b9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9ece0b9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p class=\"has-text-align-left\">O paradoxo da arte contempor\u00e2nea \u00e9 que ela busca a originalidade ao mesmo tempo que questiona a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de autoria.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph {\"align\":\"left\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-left\">O questionamento da no\u00e7\u00e3o de autoria na arte contempor\u00e2nea envolve uma cr\u00edtica \u00e0 ideia tradicional do artista como um indiv\u00edduo isolado e genial, respons\u00e1vel por criar obras \u00fanicas e originais. Nessa abordagem, a \u00eanfase \u00e9 deslocada do autor individual para outras quest\u00f5es, como o contexto social, pol\u00edtico, cultural e hist\u00f3rico em que a obra \u00e9 produzida, bem como as influ\u00eancias e refer\u00eancias que ela pode incorporar.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph {\"align\":\"left\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-left\">A arte contempor\u00e2nea muitas vezes explora a ideia de que a autoria \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social, e a figura do &#8220;autor&#8221; \u00e9 apenas uma maneira particular de organizar e atribuir significado \u00e0s obras de arte. A arte colaborativa e a apropria\u00e7\u00e3o de materiais, imagens e ideias de outras fontes s\u00e3o exemplos de como a autoria individual \u00e9 problematizada e questionada na arte contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph {\"align\":\"left\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-left\">Um autor que fala sobre esse questionamento \u00e9 o fil\u00f3sofo e te\u00f3rico franc\u00eas Michel Foucault. Embora n\u00e3o seja um te\u00f3rico exclusivamente da arte, suas ideias influenciaram muitos pensadores da arte contempor\u00e2nea. Foucault abordou a quest\u00e3o da autoria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de discursos e obras em geral. Ele argumentou que a no\u00e7\u00e3o de autoria \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e que a autoria \u00e9 moldada por normas e poderes sociais que determinam quem tem o direito de falar ou criar arte.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph {\"align\":\"left\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-left\">Al\u00e9m de Foucault, outros te\u00f3ricos da arte contempor\u00e2nea tamb\u00e9m abordam esse questionamento. Por exemplo, Roland Barthes, outro pensador franc\u00eas, escreveu sobre a &#8220;morte do autor&#8221;, sugerindo que o significado de uma obra de arte n\u00e3o deve ser limitado \u00e0 inten\u00e7\u00e3o original do autor, mas sim ao leitor ou espectador que a interpreta e lhe confere significado.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Lilian Morais<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O paradoxo da arte contempor\u00e2nea \u00e9 que ela busca a originalidade ao mesmo tempo que questiona a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de autoria. O questionamento da no\u00e7\u00e3o de autoria na arte contempor\u00e2nea envolve uma cr\u00edtica \u00e0 ideia tradicional do artista como um indiv\u00edduo isolado e genial, respons\u00e1vel por criar obras \u00fanicas e originais. 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