Minha obra vai além da história de um país colonizado. Ela toma como ponto de partida a distribuição desigual de suas terras para revelar um processo muito mais amplo: a lógica colonial que transformou territórios, povos e a própria natureza em objetos de exploração.
Esse exemplo não pretende representar um caso isolado, mas tornar visível um modelo de ocupação e dominação que continua a produzir desigualdades, devastação ambiental e o apagamento dos povos originários. Ao revisitar esse passado, minha pesquisa evidencia que as marcas da colonização permanecem inscritas na paisagem, na memória e nas estruturas sociais, demonstrando que essa violência histórica continua a reverberar no presente.


Mais do que revisitar a história, minha pesquisa busca alertar para os danos que essa lógica de exploração continua a causar ao planeta Terra. Ao refletir sobre as consequências da relação predatória entre humanidade e natureza, meu trabalho convida o público a reconhecer que a crise ambiental contemporânea também é herdeira da colonização e da exploração desenfreada dos territórios. É, portanto, um chamado à consciência e à responsabilidade coletiva diante do futuro da vida na Terra.




