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Suas obras trazem diálogos entre a escultura, pintura e o corpo, criando tensões estéticas entre o inconsciente, o consciente imaginário e o real. Com um vasto acervo de pinturas, esculturas, instalações, performances e desenhos diversos, com exposições, salões e bienais no exterior, explora diversas formas de expressão artística.

Lilian Morais se autodenomina uma “artivista” e tem se dedicado ao projeto “ressignificando  a inutilidade”. Seu trabalho representa um exemplo inspirador de como a arte pode ser usada como meio de inclusão e empoderamento social, transcendendo barreiras culturais e promovendo a diversidade.

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Performance de Lilian Morais denuncia feminicídio e misoginia durante mobilizações do 8 de Março em Salvador

 A intervenção artística percorreu a caminhada na Orla da Barra e emocionou manifestantes ao denunciar a violência contra mulheres no Brasil.

 

A artista visual Lilian Morais realizou uma performance de forte impacto social durante a caminhada do 8 de março, na Orla da Barra, em Salvador. A ação integrou as mobilizações do Dia Internacional da Mulher e chamou atenção do público ao denunciar o avanço da misoginia e o alto número de feminicídios no país.

A intervenção deu continuidade a uma performance iniciada dias antes, na segunda-feira de Carnaval, durante a tradicional Mudança do Garcia. Intitulada “Criminalização da Misoginia e Prisão Perpétua para o Feminicídio”, a ação acompanhou todo o percurso da caminhada, transformando o corpo da artista em um manifesto político.

Durante o trajeto, a performance provocou forte reação entre as participantes. Muitas mulheres se emocionaram, algumas choraram e outras expressaram indignação diante da dimensão da violência de gênero no Brasil.

Segundo Lilian Morais, a proposta da intervenção é ampliar o debate público e pressionar os três poderes da República — Executivo, Legislativo e Judiciário — por mudanças na legislação brasileira. Entre as reivindicações apresentadas pela artista estão a criminalização da misoginia e a aplicação da pena máxima para o feminicídio, como resposta à gravidade dos crimes contra mulheres.

A performance se apoia em dados que revelam a dimensão da violência no país. De acordo com levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra mais de mil feminicídios por ano, o que significa que uma mulher é assassinada por razões de gênero praticamente a cada poucas horas. Além disso, milhares de casos de agressão, estupro e violência doméstica são registrados anualmente.

Outro dado que tem preocupado pesquisadoras e movimentos feministas está relacionado ao ambiente digital. Estudos e reportagens internacionais apontam que mais de 160 milhões de pesquisas na internet já foram registradas com perguntas sobre como matar uma mulher sem deixar rastros, evidenciando a circulação de conteúdos associados à violência de gênero.

Para a artista, o crescimento de comunidades misóginas na internet, incluindo grupos associados à chamada cultura “redpill”, contribui para a disseminação do ódio contra mulheres. Segundo ela, esses espaços digitais frequentemente estimulam discursos violentos e naturalizam formas de agressão.
“A arte precisa reagir quando a sociedade naturaliza a violência”, afirma Lilian Morais. “A performance é um pedido coletivo de socorro e também um chamado para que a sociedade enfrente esse problema de forma estrutural.”

A intervenção artística realizada nas ruas de Salvador reforçou o caráter político do 8 de Março, tradicionalmente marcado por atos públicos, protestos e manifestações culturais em defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres.

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Suas obras trazem diálogos entre a escultura, pintura e o corpo, criando tensões estéticas entre o inconsciente, o consciente imaginário e o real. Com um vasto acervo de pinturas, esculturas, instalações, performances e desenhos diversos, com exposições, salões e bienais no exterior, explora diversas formas de expressão artística.

Lilian Morais se autodenomina uma “artivista” e tem se dedicado ao projeto “ressignificando  a inutilidade”. Seu trabalho representa um exemplo inspirador de como a arte pode ser usada como meio de inclusão e empoderamento social, transcendendo barreiras culturais e promovendo a diversidade.

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Lilian Morais, Publicitária,  Artista visual, Desenhista, Ilustradora, Performance, Escultora, Pintora, Tatuadora  e Psicanalista brasileira. 

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